A Lisboa de Fernando Pessoa

É com muita alegria que anunciamos que, no próximo dia 29 de Agosto, iremos pela primeira vez realizar o passeio sobre “A Lisboa de Fernando Pessoa”, na língua italiana (e também portuguesa) em parceria com a Onoma. Simone Vardanega, um jovem italiano a viver e a trabalhar em Portugal, estará connosco e irá fazer a tradução simultânea, ao longo do percurso.

O passeio terá início às 14.30 no Largo de S. Carlos e, daqui partiremos até aos locais onde o poeta trabalhou, frequentou e viveu. Tem um valor de 10€, inclui entrada na Casa Fernando Pessoa e viagem de ida e volta no eléctrico 28. Envie-nos um e-mail para geral@misslisbon.com e venha connosco!

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È per noi un immenso piacere annunciarvi che il prossimo 29 agosto, realizzeremo per la prima volta il tour a piedi “La Lisbona di Fernando Pessoa”, in italiano, in collaborazione con l’agenzia di traduzioni Onoma. Simone Vardanega, un ragazzo italiano che sta svolgendo il tirocinio qui a Lisbona, sarà il vostro interprete e vi accompagnerà per tutta la durata del percorso.

Il tour avrà inizio alle 14:30 nel Largo de S. Carlos e da lí vi condurremo alla scoperta dei luoghi dove Pessoa abitò e lavorò e i posti frequentati dal poeta. Il prezzo é di 10€ e include sia l’entrata alla Casa di Fernando Pessoa che un viaggio andata e ritorno con il famoso tram 28. Inviateci una mail di prenotazione a geral@misslisbon.com e venite con noi!

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A poesia que a Graça tem

Se o bairro da Graça é já um local fascinante com os seus miradouros de perder o fôlego, as belas vilas operárias, o seu pitoresco e pessoas que o habitam, podemos dizer que, desde o ano passado, ficou ainda mais encantadora: um grupo de artistas coordenado pela associação EBANOCollective realizou várias intervenções artísticas em algumas paredes da área, homenageando figuras ilustres como Natália Correia, Sophia de Mello Breyner Andresen e Florbela Espanca.

Quem passeia hoje pela Graça, encontra um bairro com poesia escondida em cada recanto, que vale a pena encontrar:

1. Beco do Forno do Tijolo

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“Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar” Sophia de Mello Breyner Andresen, in Livro sexto, 1962

Mural realizado por EBANOCollective com a colaboração de Giorgia Tono e Fabio Bianchi, 2014

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O “Franjinhas”

Edifício “Franjinhas“, Rua Braancamp

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Conhecido como o “Franjinhas“, este edifício de escritórios e comércio foi projectado por Nuno Teotónio Pereira, um arquitecto galardoado por diversas vezes com vários prémios de arquitectura. Situa-se na Rua Braancamp, bem no coração de Lisboa, e foi vencedor do Prémio Valmor, em 1971. As suas franjas na fachada marcam a sua inovação, permitindo uma excelente distribuição de luz e uma vista da cidade por fragmentos emoldurados.

A Lx Factory e a primeira vila operária criada em Lisboa

LX Factory, Rua Rodrigues de Faria, Alcântara

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A LX Factory encontra-se instalada num conjunto de antigas fábricas do século XIX, construídas para a produção e fiação de tecidos. Os edifícios foram mandados construir pela Companhia de Fiação Lisbonense (CFL), que contratou o arquitecto português João Pires da Fonte para desenhar o projecto da “Fábrica de tecidos e fiação de algodão de Santo Amaro”. O primeiro edifício a ser erguido foi o da Fábrica Grande, em 1849.

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O esquema adoptado pelo arquitecto para a construção da fábrica de Santo Amaro privilegiou a solarização, projectando o edifício no sentido perpendicular ao rio, sem se esquecer de salvaguardar a distância necessária para a possibilidade de expansão da fábrica. Assim, o que encontramos ainda hoje, é um extenso bloco paralelepipédico, composto por quatro pisos, com um espaço livre e polivalente, que suportava facilmente todo o tipo de maquinaria.

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“Mal nos conhecemos inaugurámos a palavra «amigo».”

Alexandre O'Neill


Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo»

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill, in ‘No Reino da Dinamarca’

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A “Rua Bella da Raynha” e a “Rua Nova de El Rey”

A 5 de Novembro de 1760, com a primeira regulamentação toponímica, estabelece-se a denominação das ruas localizadas entre a Praça do Comércio e o Rossio e, ao mesmo tempo, regulamenta-se a distribuição dos ofícios e ramos do comércio por cada arruamento.

  1. A antiga Rua Bela da Rainha, hoje Rua da Prata

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Na então Rua Bela da Rainha (assim denominada em honra da Rainha D. Mariana Vitória, casada com D. José I), ficariam concentrados os ourives da prata e, nas lojas que sobrassem, os livreiros que antes estariam nas ruas vizinhas.  Após a Implantação da República, em 1910, o seu nome foi alterado para Rua da Prata. Ainda hoje, nesta rua, encontramos um grande número de ouriversarias.

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Os 10 mais belos poemas sobre a cidade de Lisboa

Propusemo-nos a este desafio, o de encontrar os mais belos poemas sobre a cidade. Se há alguns, dos quais nos lembrámos espontâneamente, como os da Sophia de Mello Breyner Andresen, outros surgiram na lista, depois de alguma pesquisa. O universo da poesia portuguesa é bastante extenso e, dentro desta, Lisboa é uma cidade que inspirou muitos poetas, tornando-se também alvo dos seus próprios escritos. Aqui fica, pois, a nossa selecção sobre os dez poemas mais bonitos sobre a capital.
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1. Lisboa
Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao rio.Eu sei. E tu, sabias?
Eugénio de Andrade, in Até Amanhã, 1956

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