Os 8 mais belos arcos de Alfama

A singularidade de Alfama encontra-se no facto do bairro ter conseguido preservar ao longo dos séculos a sua malha urbana de origem, traçada pelos árabes, sobrevivendo a eventos históricos como o terramoto de 1755.

Assim, encontramos neste bairro emblemático um tecido labiríntico, com inúmeros recantos e com diversos arcos, os quais foram erigidos com o objectivo de suportar os edifícios contíguos ou como sendo o resultado de uma transformação após terem sido no passado antigas portas.

Aqui fica pois a nossa selecção dos arcos mais belos de Alfama, os quais apesar de não terem sido construídos como elemento decorativo, se enquadram na paisagem como se de uma bela pintura se tratasse.
1. Arcos da Travessa de S. João da Praça

arcos da travessa de s joao da praca


Chamava-se Beco das Moscas, mas no final do séc. XIX passou a ser designado por Travessa de S. João da Praça, este arruamento que liga a Rua do Cais de Santarém ao largo de S. João da Praça. Permitia o trânsito dos carros de bois, justificando assim a sua primeira designação.

Segundo o historiador Norberto de Araújo, “foi talvez um postigo da muralha de Lisboa, e é certo que se adornou de um decorativo arco, à ilharga do Chafariz de El-rei. Respira Lisboa velha por todos os lados; criou-se entre palácios senhoris, que ainda se deixam adivinhar nos restos enobrecidos, os dos Anjejas e de Vila For.“

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Um painél de azulejos de 1758

Beco do Belo, Alfamabeco do belo


O registo de azulejos do Beco do Belo é um painél de grandes proporções, apesar de já não estar completo, datado de 1758. Tem ao centro representado Cristo na Cruz e, do lado esquerdo encontramos S. Marçal, com a mitra de bispo, o santo protector contra o fogo. Do lado direito vemos S. Caetano e S. Francisco de Borja.

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