O acolhedor Bairro Azul

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Construído nos anos 30 do século XX, e posteriormente ampliado na década de 60, o Bairro Azul, foi assim denominado devido à cor das persianas dos prédios e dos gradeamentos todos azuis à época da sua edificação (entretanto, algumas caixilharias foram adulteradas e a cor azul desapareceu em algumas delas).

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A bela Vila Gomes

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Situada na encosta da Penha-de-França, a Vila Gomes apresenta uma estrutura de edifício em banda, com dois pisos distintos e com uma galeria de acesso e escadas em ferro. Trata-se de uma vila operária bastante interessante, pelas suas características arquitectónicas, cores e pela sua própria presença numa das encostas da cidade.
O seu primeiro projecto data de 1901, mas começou a ser construída apenas em 1908. Um ano mais tarde é solicitada autorização para construir mais um piso, a qual foi negada.
Na década de 90, encontrando-se em avançado estado de degradação, a Vila Gomes foi submetida a um projecto de recuperação, com intervenções ao nível do seu exterior, bem como do interior. O projecto de reabilitação (da autoria do arquitecto Luiz de Magalhães) procurou assim garantir condições de conforto e a preservação da imagem característica do conjunto, o que lhe valeu a atribuição do 1º Prémio RECRIA 2001.

Os 8 mais belos arcos de Alfama

A singularidade de Alfama encontra-se no facto do bairro ter conseguido preservar ao longo dos séculos a sua malha urbana de origem, traçada pelos árabes, sobrevivendo a eventos históricos como o terramoto de 1755.

Assim, encontramos neste bairro emblemático um tecido labiríntico, com inúmeros recantos e com diversos arcos, os quais foram erigidos com o objectivo de suportar os edifícios contíguos ou como sendo o resultado de uma transformação após terem sido no passado antigas portas.

Aqui fica pois a nossa selecção dos arcos mais belos de Alfama, os quais apesar de não terem sido construídos como elemento decorativo, se enquadram na paisagem como se de uma bela pintura se tratasse.
1. Arcos da Travessa de S. João da Praça

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Chamava-se Beco das Moscas, mas no final do séc. XIX passou a ser designado por Travessa de S. João da Praça, este arruamento que liga a Rua do Cais de Santarém ao largo de S. João da Praça. Permitia o trânsito dos carros de bois, justificando assim a sua primeira designação.

Segundo o historiador Norberto de Araújo, “foi talvez um postigo da muralha de Lisboa, e é certo que se adornou de um decorativo arco, à ilharga do Chafariz de El-rei. Respira Lisboa velha por todos os lados; criou-se entre palácios senhoris, que ainda se deixam adivinhar nos restos enobrecidos, os dos Anjejas e de Vila For.“

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Um Prémio Valmor em ruínas

Alameda da Linha das Torressousa


É muito perto da Estação de Metro do Campo Grande que se situa a Alameda da Linha das Torres e, onde encontramos aquilo que sobra deste palacete, que por milagre tem sobrevivido à sua demolição.

Conhecido por Vila Sousa (uma vez que foi mandado edificar por iniciativa de José Carreira de Sousa), este palacete foi projectado por Norte Júnior e venceu o Prémio Valmor, em 1912. Com tanta elegância e decoração numa só fachada, com tanto trabalho escultórico das cantarias, merecia um melhor destino do que este total abandono em que se encontra.

De vila operária a condomínio de luxo

Vila/Páteo Bagatela, Rua da Artilharia 1

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Manuel José Monteiro, mineiro retornado do Brasil, mandou edificar nos terrenos da sua quinta, mais tarde conhecida por Quinta do Mineiro, uma Vila Operária, erguida de acordo com a arquitectura tradicional dessa época.

Construída por volta de 1900, a sua vila foi projectada formando um pátio – O Páteo Bagatela – com uma correnteza de edificações com piso térreo e um piso elevado cujo acesso se faz através de escadas e uma galeria.

 

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As três mais belas moradias das Avenidas Novas

As Avenidas Novas de Lisboa são o espelho do desenvolvimento de Lisboa nos finais do século XIX. A cidade amplia-se e prolonga-se desde o antigo Passeio Público (actual Avenida da Liberdade) até ao Passeio do Campo Grande. Visivelmente inspiradas nas “boulevards parisienses”, as Avenidas adquirem princípios e técnicas do urbanismo progressista e tornam-se na Lisboa burguesa das duas primeiras décadas do século XX.

E é neste contexto que encontramos várias moradias, ainda do início do século passado, que se destacam pela sua extremosa decoração no exterior, combinando elementos de vários estilos arquitectónicos e projectadas pelos melhores arquitectos da altura.

1. Avenida Fontes Pereira de Melometro


Esta magnífica moradia, já com mais de um século de existência, foi construída para ser a residência de José Maria Marques, com projecto de Norte Júnior. Aqui encontramos uma grande diversidade de estilos com  elementos barrocos, neo-românicos, neo-árabes e de Arte Nova. Venceu mesmo o Prémio Valmor em 1914. Actualmente é pertença do Metropolitano de Lisboa.

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O “Franjinhas”

Edifício “Franjinhas“, Rua Braancamp

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Conhecido como o “Franjinhas“, este edifício de escritórios e comércio foi projectado por Nuno Teotónio Pereira, um arquitecto galardoado por diversas vezes com vários prémios de arquitectura. Situa-se na Rua Braancamp, bem no coração de Lisboa, e foi vencedor do Prémio Valmor, em 1971. As suas franjas na fachada marcam a sua inovação, permitindo uma excelente distribuição de luz e uma vista da cidade por fragmentos emoldurados.