O passeio do próximo Sábado

A Lisboa de Fernando Pessoafp

No próximo Sábado, dia 19 de Setembro, vamos voltar a percorrer os passos de Fernando Pessoa, em Lisboa. O passeio tem início às 14.30 no Largo de S. Carlos e daqui partiremos até aos locais onde trabalhou, frequentou e viveu. Tem um valor de 10€ e inclui entrada na Casa Fernando Pessoa e viagem de ida e volta no eléctrico 28. Envie-nos um e-mail para geral@misslisbon.com e venha connosco!


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A Lisboa de Fernando Pessoa

É com muita alegria que anunciamos que, no próximo dia 29 de Agosto, iremos pela primeira vez realizar o passeio sobre “A Lisboa de Fernando Pessoa”, na língua italiana (e também portuguesa) em parceria com a Onoma. Simone Vardanega, um jovem italiano a viver e a trabalhar em Portugal, estará connosco e irá fazer a tradução simultânea, ao longo do percurso.

O passeio terá início às 14.30 no Largo de S. Carlos e, daqui partiremos até aos locais onde o poeta trabalhou, frequentou e viveu. Tem um valor de 10€, inclui entrada na Casa Fernando Pessoa e viagem de ida e volta no eléctrico 28. Envie-nos um e-mail para geral@misslisbon.com e venha connosco!

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È per noi un immenso piacere annunciarvi che il prossimo 29 agosto, realizzeremo per la prima volta il tour a piedi “La Lisbona di Fernando Pessoa”, in italiano, in collaborazione con l’agenzia di traduzioni Onoma. Simone Vardanega, un ragazzo italiano che sta svolgendo il tirocinio qui a Lisbona, sarà il vostro interprete e vi accompagnerà per tutta la durata del percorso.

Il tour avrà inizio alle 14:30 nel Largo de S. Carlos e da lí vi condurremo alla scoperta dei luoghi dove Pessoa abitò e lavorò e i posti frequentati dal poeta. Il prezzo é di 10€ e include sia l’entrata alla Casa di Fernando Pessoa che un viaggio andata e ritorno con il famoso tram 28. Inviateci una mail di prenotazione a geral@misslisbon.com e venite con noi!

A poesia que a Graça tem

Se o bairro da Graça é já um local fascinante com os seus miradouros de perder o fôlego, as belas vilas operárias, o seu pitoresco e pessoas que o habitam, podemos dizer que, desde o ano passado, ficou ainda mais encantadora: um grupo de artistas coordenado pela associação EBANOCollective realizou várias intervenções artísticas em algumas paredes da área, homenageando figuras ilustres como Natália Correia, Sophia de Mello Breyner Andresen e Florbela Espanca.

Quem passeia hoje pela Graça, encontra um bairro com poesia escondida em cada recanto, que vale a pena encontrar:

1. Beco do Forno do Tijolo

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“Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar” Sophia de Mello Breyner Andresen, in Livro sexto, 1962

Mural realizado por EBANOCollective com a colaboração de Giorgia Tono e Fabio Bianchi, 2014

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“Mal nos conhecemos inaugurámos a palavra «amigo».”

Alexandre O'Neill


Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo»

«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!

«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O’Neill, in ‘No Reino da Dinamarca’

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Os 10 mais belos poemas sobre a cidade de Lisboa

Propusemo-nos a este desafio, o de encontrar os mais belos poemas sobre a cidade. Se há alguns, dos quais nos lembrámos espontâneamente, como os da Sophia de Mello Breyner Andresen, outros surgiram na lista, depois de alguma pesquisa. O universo da poesia portuguesa é bastante extenso e, dentro desta, Lisboa é uma cidade que inspirou muitos poetas, tornando-se também alvo dos seus próprios escritos. Aqui fica, pois, a nossa selecção sobre os dez poemas mais bonitos sobre a capital.
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1. Lisboa
Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus e degraus até ao rio.Eu sei. E tu, sabias?
Eugénio de Andrade, in Até Amanhã, 1956

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